PF descobre esquema de contrabando de vape ao prender policial do Garras com R$ 130 mil em MS

Escrito em 30/11/2025


Augusto Torres foi preso com R$ 160 mil, em Três Lagoas (MS). Redes Sociais e PF/Reprodução A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante, na sexta-feira (28), o policial civil Augusto Torres Galvão Florindo, lotado na Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), e o ex-guarda municipal Marcelo Raimundo da Silva. Eles foram detidos em Três Lagoas (MS) por envolvimento na cobrança e entrega de propina. Os agentes apreenderam R$ 130 mil em espécie. Segundo a PF, Augusto Torres confessou que o dinheiro era pagamento pela venda de cigarros eletrônicos contrabandeados (vapes), que haviam sido apreendidos e desviados por ele e outros policiais. O g1 entrou em contato com as defesas dos suspeitos, mas não obteve retornos até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Investigação começou após denúncia anônima Receita quer ampliar combate ao comércio de vapes A investigação teve início após uma denúncia anônima que relatava que uma mulher sacaria uma grande quantia em dinheiro para pagar propina a um agente de segurança. A PF verificou que o casal envolvido — incluindo Marcelo Raimundo — tinha histórico de contrabando. Ao ser flagrado com a sacola de dinheiro, Augusto disse que os R$ 130 mil eram referentes à venda de produtos desviados. Ele afirmou que outros policiais participavam do esquema, mas não identificou ninguém. O policial também não esclareceu a origem exata das mercadorias contrabandeadas. A primeira versão, de que estaria em investigação no momento da prisão, foi descartada pela PF. Ex-guarda confirma envolvimento e diz atuar no contrabando Marcelo Raimundo também confirmou a venda dos cigarros eletrônicos desviados. Ele afirmou que, mesmo usando tornozeleira eletrônica, continuava atuando no contrabando. O ex-guarda relatou que entregou o dinheiro a Augusto a pedido de um contrabandista de São Paulo. Segundo ele, o contato paulista enviaria R$ 100 mil, e Marcelo completaria com R$ 30 mil que guardava em casa para outra carga de produtos trazidos do Paraguai. O valor total foi depositado na conta de uma empresa de carros usados registrada no nome da esposa de Marcelo. Após o saque, ele pegou os R$ 30 mil restantes e seguiu para o ponto de encontro no estacionamento de um supermercado na avenida dos Cafezais, em Três Lagoas. A PF monitorava toda a movimentação e prendeu a dupla no momento da entrega da sacola com o dinheiro. Prisão é convertida em preventiva Augusto e Marcelo vão responder por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A Justiça Federal converteu a prisão em flagrante dos dois para preventiva após audiência de custódia. A Polícia Civil e o Garras foram procurados, mas não se manifestaram até a última atualização desta reportagem. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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