Trump diz para companhias aéreas considerarem espaço aéreo da Venezuela fechado O chanceler da Venezuela, Yván Gil Pinto, condenou “categoricamente” a fala do presidente americano deste sábado (29) — na qual, em uma rede social, Donald Trump diz a companhias aéreas que considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela fechado. A ação marca mais um capítulo na pressão militar dos Estados Unidos sobre o governo de Nicolás Maduro. O Ministro das Relações Exteriores chamou a tensão de "ameaça colonialista". A declaração foi feita na tarde de 29 de novembro de 2025, via canal oficial no Telegram. O ministro afirmou que a ação representa uma nova agressão "extravagante, ilegal e injustificada". "Tais declarações constituem um ato hostil, unilateral e arbitrário, incompatível com os princípios mais básicos do direito internacional, e fazem parte de uma política permanente de agressão contra o nosso país, com intenções coloniais sobre nossa região da América Latina e do Caribe, em violação ao direito internacional. A Venezuela denuncia diante do mundo que tais declarações representam uma ameaça explícita de uso da força, claramente e inequivocamente proibida pelo Artigo 2, parágrafo 4, da Carta das Nações Unidas", diz comunicado. Reprodução\Telegram @YvanGilPinto Yván Gil Pinto denunciou o que classificou de "agressão" como uma tentativa de minar a soberania do espaço aéreo da nação sul-americana. Caracas acusa o presidente americano de tentar aplicar extraterritorialmente uma "jurisdição ilegítima" dos Estados Unidos na Venezuela. Segundo a declaração, a publicação de Trump tenta dar ordens e ameaça a integridade da gestão local. A segurança da aviação, a integridade territorial e o controle sobre o Estado venezuelano estariam "ameaçados", segundo analisa o chanceler. Presidente dos EUA diz para companhias aéreas evitarem espaço aéreo da Venezuela Reprodução O governo venezuelano aponta que estas ações são incompatíveis com os princípios mais básicos do direito internacional. E seriam parte de uma política permanente de agressão com intenções colonialistas sobre a região da América Latina e o Caribe. Trump diz para companhias considerarem espaço aéreo da Venezuela fechado A Venezuela denunciou que as declarações dos EUA representam uma ameaça explícita de uso da força. Ainda, que este ato seria “inequivocamente proibido” pela Carta das Nações Unidas. Para além, a tentativa de intimidação violaria o Artigo 1 da Carta da ONU, que consagra a manutenção da paz e segurança internacionais. O país sul-americano exige "respeito irrestrito" ao seu espaço aéreo: "todo Estado tem soberania completa e exclusiva sobre o espaço aéreo acima do seu território". E adverte que “não aceitará ordens, ameaças ou interferência de qualquer potência estrangeira”. “Nenhuma autoridade fora do marco institucional venezuelano tem o poder de interferir, bloquear ou condicionar o uso do espaço aéreo nacional”, diz comunicado oficial da chancelaria venezuelana. A nota diz ainda que a ação dos EUA "teve consequência humanitária imediata " ao suspender unilateralmente os voos de repatriação de venezuelanos. Esses voos faziam parte do programa "Plan Vuelta a la Patria" (Programa Volta à Pátria), que, segundo o governo de Nicolás Maduro, já realizou 75 voos e repatriou 13.956 migrantes. Caracas fez um apelo direto à comunidade internacional, às Nações Unidas e a organizações multilaterais para que rejeitem firmemente este "ato imoral de agressão". O governo afirmou que a ameaça afeta a soberania "da pátria, do Caribe e do norte da América do Sul". Donald Trump, presidente dos EUA, e Nicolás Maduro, líder do chavismo na Venezuela Kevin Lamarque e Manaure Quintero/Reuters A Venezuela afirmou que responderá com “dignidade e legalidade”.
Caracas reage a Trump e chama pressão dos EUA de 'ameaça colonialista'
Escrito em 29/11/2025
Trump diz para companhias aéreas considerarem espaço aéreo da Venezuela fechado O chanceler da Venezuela, Yván Gil Pinto, condenou “categoricamente” a fala do presidente americano deste sábado (29) — na qual, em uma rede social, Donald Trump diz a companhias aéreas que considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela fechado. A ação marca mais um capítulo na pressão militar dos Estados Unidos sobre o governo de Nicolás Maduro. O Ministro das Relações Exteriores chamou a tensão de "ameaça colonialista". A declaração foi feita na tarde de 29 de novembro de 2025, via canal oficial no Telegram. O ministro afirmou que a ação representa uma nova agressão "extravagante, ilegal e injustificada". "Tais declarações constituem um ato hostil, unilateral e arbitrário, incompatível com os princípios mais básicos do direito internacional, e fazem parte de uma política permanente de agressão contra o nosso país, com intenções coloniais sobre nossa região da América Latina e do Caribe, em violação ao direito internacional. A Venezuela denuncia diante do mundo que tais declarações representam uma ameaça explícita de uso da força, claramente e inequivocamente proibida pelo Artigo 2, parágrafo 4, da Carta das Nações Unidas", diz comunicado. Reprodução\Telegram @YvanGilPinto Yván Gil Pinto denunciou o que classificou de "agressão" como uma tentativa de minar a soberania do espaço aéreo da nação sul-americana. Caracas acusa o presidente americano de tentar aplicar extraterritorialmente uma "jurisdição ilegítima" dos Estados Unidos na Venezuela. Segundo a declaração, a publicação de Trump tenta dar ordens e ameaça a integridade da gestão local. A segurança da aviação, a integridade territorial e o controle sobre o Estado venezuelano estariam "ameaçados", segundo analisa o chanceler. Presidente dos EUA diz para companhias aéreas evitarem espaço aéreo da Venezuela Reprodução O governo venezuelano aponta que estas ações são incompatíveis com os princípios mais básicos do direito internacional. E seriam parte de uma política permanente de agressão com intenções colonialistas sobre a região da América Latina e o Caribe. Trump diz para companhias considerarem espaço aéreo da Venezuela fechado A Venezuela denunciou que as declarações dos EUA representam uma ameaça explícita de uso da força. Ainda, que este ato seria “inequivocamente proibido” pela Carta das Nações Unidas. Para além, a tentativa de intimidação violaria o Artigo 1 da Carta da ONU, que consagra a manutenção da paz e segurança internacionais. O país sul-americano exige "respeito irrestrito" ao seu espaço aéreo: "todo Estado tem soberania completa e exclusiva sobre o espaço aéreo acima do seu território". E adverte que “não aceitará ordens, ameaças ou interferência de qualquer potência estrangeira”. “Nenhuma autoridade fora do marco institucional venezuelano tem o poder de interferir, bloquear ou condicionar o uso do espaço aéreo nacional”, diz comunicado oficial da chancelaria venezuelana. A nota diz ainda que a ação dos EUA "teve consequência humanitária imediata " ao suspender unilateralmente os voos de repatriação de venezuelanos. Esses voos faziam parte do programa "Plan Vuelta a la Patria" (Programa Volta à Pátria), que, segundo o governo de Nicolás Maduro, já realizou 75 voos e repatriou 13.956 migrantes. Caracas fez um apelo direto à comunidade internacional, às Nações Unidas e a organizações multilaterais para que rejeitem firmemente este "ato imoral de agressão". O governo afirmou que a ameaça afeta a soberania "da pátria, do Caribe e do norte da América do Sul". Donald Trump, presidente dos EUA, e Nicolás Maduro, líder do chavismo na Venezuela Kevin Lamarque e Manaure Quintero/Reuters A Venezuela afirmou que responderá com “dignidade e legalidade”.

