Venda de ingressos para show de Harry Styles no Brasil vira caso no Procon

Escrito em 27/01/2026
Patricia Terra - Música 360


Parlamentares do Psol passaram a questionar o processo de venda de ingressos para os shows de Harry Styles em São Paulo, marcados para os dias 17 e 18 de julho, após relatos de fãs sobre dificuldades na compra. As manifestações foram feitas nas redes sociais nesta segunda-feira (26/1) e levantam suspeitas de possíveis irregularidades e favorecimento de cambistas durante a comercialização.

No Brasil, a venda dos ingressos é realizada pela Ticketmaster, que, em nota enviada ao g1, negou qualquer irregularidade no processo. A empresa afirmou estar “totalmente disponível para cooperar com as autoridades e fornecer todas as informações necessárias” para o esclarecimento dos fatos.

A deputada federal Erika Hilton informou que acionou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Procon-SP, solicitando a apuração do que classificou como um “esgotamento anormal e aparentemente irregular” dos ingressos. Segundo a parlamentar, há “fortes indícios de atuação organizada de cambistas”, além de possíveis falhas estruturais no sistema de vendas. Hilton também destacou que a Ticketmaster já enfrenta processos nos Estados Unidos, relacionados a supostas práticas comerciais prejudiciais em parcerias com plataformas de revenda.

Já o deputado estadual Guilherme Cortez afirmou ter acionado o Procon, o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública, pedindo investigação sobre possíveis atos ilícitos e a venda de ingressos por meios não oficiais. Em outra publicação, o parlamentar criticou o que chamou de uma “indústria da frustração”, que lucraria com a alta demanda por grandes shows, envolvendo cambistas, produtoras e empresas de ticketing, com cobrança de taxas elevadas e facilitação da revenda por valores muito acima dos originais.

Em resposta, a Ticketmaster reiterou ao g1 que não houve qualquer irregularidade e reforçou que não apoia o cambismo. A empresa afirmou que não vende ingressos antecipadamente nem mantém parcerias que favoreçam revendedores ilegais. Também alertou que ingressos anunciados em plataformas não autorizadas podem ser cancelados e recolocados à venda nos canais oficiais.

A companhia informou ainda que a comercialização na bilheteria física segue as diretrizes do organizador do evento, com limites de compra por pessoa e por CPF, respeitando a ordem de chegada. Segundo a Ticketmaster, em eventos de grande procura, alguns setores podem se esgotar rapidamente devido ao alto volume de acessos simultâneos.

Por fim, a empresa destacou que investe continuamente em tecnologia e equipes especializadas para combater o uso de bots e outras práticas abusivas, tanto nas vendas online quanto presenciais. A Ticketmaster afirmou que os preços e eventuais taxas foram divulgados previamente em seu site e que não cobra taxa para emissão de ingressos, digitais ou impressos, ressaltando que eventuais cobranças adicionais são definidas pelos próprios locais dos eventos.


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